terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ela nunca é metade


Não se deixe enganar pela meiguice que parece desenhar as linhas delicadas desse rosto jovial.
E fale baixo, porque o orgulho está cochilando e pode despertar a qualquer momento.
Perceba como ela nutri uma respiração serena, enquanto a soberania reflete na sua sombra sob os cascalhos bagunçados no chão.
Tão bela, mas é fria como um bloco de gelo.
Ela cativa mas é cruel. Perdoa mas não esquece. Costuma dominar por inteiro. Ela nunca é metade. Doa e tira com a mesma intensidade.
É sabida. Se ela te desejar, fará da tua vida um inferno, pois vai te perseguir, te cercar e ter perturbar. Fará tudo para ganhar tua atenção. E vai conseguir.
Mas não se deixe enganar, ela é amante dos palcos da vida. Os holofotes estarão sempre voltados a ela, não tente dominá-la jamais!
Ela é forte como uma leoa e seu orgulho é feroz. Sua sensualidade é galante e possessiva, brinca com o descaso e a frieza.
Não siga o brilho dessa leoa na escuridão, pois mesmo sem fome, ela conquista, mata e come.
É generosa, segura, liberal e sabe como ninguém maquiar-se de suavidade. Mas acredite, seu sobrenome é tempestade.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Borboletas no estômago


Amante das mudanças que sou, deixo que as borboletas continuem bagunçando meu estômago.
Não preciso cerrar os olhos pra sentir o calor da novidade e o aroma doce de liberdade que invade minha rotina. De olhos bem abertos eu sigo o ritmo, como alguém que desconhece o medo. Porque nessas horas precisamos ser corajosos, as mudanças exigem valentia.
Acho graça e deixo as borboletas foliarem, elas sabem o que fazem e porque o fazem.
Se joga pra cá porque é tempo de viver a dança. Tempo de sorrir orelha a orelha. Tempo de agradecer. Tempo de chorar de felicidade. Tempo de quebrar as censuras e queimar velhos tabus.
É tempo de despir a vergonha e alvoroçar a cabeleira. É tempo de mandar um foda-se pro certo e errado, porque em tempos como esse os rótulos não têm vez.
É por tudo isso que eu deixo que as borboletas continuem a festa. Eufóricas e espontâneas elas cantam e brindam a chegada de novos tempos.
Porque a vida não espera quem tem preguiça de viver.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Liberdade me escreveu uma carta


Minha garota,

A vida resolveu te dar mais uma chance. Desprende agora esses pés do chão, vem excitar suas asas e voar mais alto, deixa o vento bater na cara, deixa eu te mostrar o que é ter motivo pra viver.
Vamos ser felizes à nossa maneira? Prometo a você infinitas borboletas no estômago.
Já lhe adianto, que não teremos tempo e espaço pra saudade.
Vem comigo, que eu me encarrego da sua felicidade pelas próximas estações.
Ansiosa que sou, já descartei aquelas antigas lembranças da sua gaveta secreta, espero que não se importe. E também já planejei nossa rota de fuga. Não falta mais nada minha pequena, vem comigo?
Eu quero muito mudar isso e sei que você também quer. Esse sorriso bobo de alívio e leveza estampado na sua face, nunca me enganou.
Já é tempo de partir, segura a minha mão e vamos promover a felicidade pelo mundo.

Ass: Liberdade

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Permita-se


Com os pés descalços tocando o chão e sentindo a liberdade na palma da mão eu posso ser o que eu quiser.
Posso fazer da vida uma dança, meiga e travessa.
Ou posso fazer dela apenas uma trilha sonora modesta, ensaiada com algumas notas abafadas.
Posso fazer um sonho durar mais e posso fazê-lo tornar-se realidade.
Posso trocar a harmonia da dança quando as luzes se apagarem. E querer fazer tudo diferente quando elas se acenderem.
O importante é não parar de dançar. Não parar de viver. Para que não envelheças.
Para que não perca a admiração pelas pequenas coisas da vida e para que não deixe de apreciar as boas amizades.
Então, se renda às vontades e permita-se enquanto a dança se faz viva!